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Breathing Words

O Tempo da Liberdade é Agora

Publicado por Ana Matos á(s) 2017-03-08 10:18:18

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Mês seis, já vamos a meio do ano… Esta desnecessária contagem do tempo que nunca precisaríamos se tudo isto à nossa volta não fosse tão ‘materializado’. Odeio relógios. Desculpem-me pela palavra ‘odeio’, ódio é feio e não deve aplicar-se a nada. Mas para tudo há excepções! (Sorriso) E tudo é feito de contradições, e pontos de vista. O ódio também pode ser bom. Parar o tempo é bom, e não ser controlada por ele também. E assim deviam viver os primeiros yoguis, sem essa pressão, completamente conectados à Natureza e ao Universo. Eles abriam o caminho para algo a que hoje, cada vez mais procuramos. Porque tanta gente procura o yoga e as terapias alternativas? Por tantos motivos… Mas sobretudo, porque queremos entrar novamente em contacto com a ‘raiz’, com a energia universal presente na natureza, com o nosso mais subtil Ser, e que se perde em tantas distracções… E mais uma vez, a imagem do Relógio. Sim o relógio faz-me perder de mim! Eu quero encontrar-me. Quero parar, ouvir o silêncio, e entregar-me a esse tempo, que é o AGORA! Não pensar no que não fiz, e devia ter feito, naquilo que ainda poderei fazer, mas desfrutar daquilo que posso fazer Agora. Por mim, pelos outros, pelo mundo. O poder maior do Ser que existe em cada um de nós, é (e aqui tenho de referir novamente que isto é apenas um ponto de vista), a Liberdade. Nascemos livres, porque é que não nos sentimos livres? Ora, que pergunta. Porque nos restringem. E então, vamo-nos apercebendo, ao longo da vida, que é um caminho longo, até sentirmos essa liberdade, e a percebermos, verdadeiramente! E muitas vezes, não queremos aceitá-la. É difícil!! É mais fácil agarrarmo-nos a rotinas, a coisas materiais, seguras, ao Tempo!! Esse fator tão castrador. Sim, a verdade é que os relógios parecem em desuso, e temos agora os telemóveis. E não estamos nós constantemente ‘agarrados’ a eles? E a dedicar-lhes o nosso tempo? Felizmente ainda temos um cérebro humano (por enquanto!), mas estamos desconectados: do céu, da terra, e sobretudo de nós mesmos. Basta olhar à nossa volta. Olhamos para baixo, e além de darmos cabo do pescoço e da cervical, deixámos de nos olhar, uns aos outros, de realmente comunicar. Quando vamos perceber que o Tempo passa por nós, se estivermos tão desligados de nós mesmos? Temos de o agarrar (o Tempo!)! Quando? AGORA!



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